sábado, 19 de novembro de 2011

Belo Monte: vídeo de globais é teatro

Belo Monte: vídeo de globais é teatro

Foto: REUTERS

CAMPANHA GOTA D'ÁGUA TEM QUATRO MENTIRAS FUNDAMENTAIS; MAIOR PARTE DO DINHEIRO DAS OBRAS NÃO SAIRÁ DO BOLSO DO CONTRIBUINTE; ÍNDIOS FORAM OUVIDOS E NÃO SERÃO TRANSFERIDOS; ÁREA INUNDADA É MENOR QUE A ALARDEADA POR GLOBAIS; ASSUNTO É DISCUTIDO DESDE 1975


Evam Sena_247, Brasília – Planejada desde os anos 70 e com inauguração prevista para 2015, a terceira maior hidrelétrica do mundo em potência instalada, a Usina de Belo Monte, tem levantado controvérsias desde seus primeiros estudos. Já levou uma índia a ameaçar o então presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz, com um facão no rosto, mobilizou artistas internacionais como o cantor Sting e o cineasta James Cameron, e foi, nesta semana, tema de vídeo de atores globais contra a sua construção.
Apesar do elevado número de compartilhamento nas redes sociais, o vídeo intitulado Gota D’água conta mais mentiras que verdades sobre Belo Monte. É quase verdade que o projeto custará R$ 30 bilhões; serão precisamente R$ 25,8 bilhões segundo o consórcio construtor, Norte Energia. Também foi arredondado para menos o nível de operação da capacidade da usina - os globais dizem que é 1/3 (33%), quando na realidade é 40%. E a lista de equívocos da campanha "global" é longa:
Mentira #1: 80% do projeto serão pagos com impostos do contribuinte.
Mentira #2: Índios não foram ouvidos e serão tirados de suas terras.
Mentira #3: 640km² do Parque Nacional do Xingu serão inundados.
Mentira #4: O assunto não foi discutido.
Histórico polêmico
Os estudos para a construção da Belo Monte têm origem em 1975, com a criação da Eletronorte e início do Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu, no Pará, onde será instalada a usina. Nos anos 80, a subsidiária da Eletrobrás para a Amazônia inicia os estudos de viabilidade técnica e econômica da usina de Kararaô, hoje Belo Monte. É em 1989, no 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), que a índia Tuíra protestou com seu facão sobre a construção da usina.
Nos anos 90, durante o governo FHC, o projeto passa por remodelações para agradar a ambientalistas e investidores estrangeiros, como a diminuição da área alagada, poupando áreas indígenas. Com a crise de energia elétrica em 2001, Belo Monte passa a ser prioridade. O projeto avança com mais velocidade durante o governo Lula, apesar das várias suspensões liminares da Justiça Federal para estudos de impacto ambiental e licenças ambientais.
Em 2007, em reuniões públicas com índios, ocorrem confrontos físicos, e o funcionário da Eletrobras Paulo Fernando Rezende sofre um corte no braço. Depois de intensa briga judicial, em 1º de fevereiro de 2010, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) publica a licença prévia para construção de Belo Monte e o governo marca o leilão para abril de 2010.
De onde virão os recursos?
O leilão de Belo Monte é vencido pelo consórcio Norte Energia, que ofereceu o menor preço final para energia - de R$ 77,97 por megawatt hora. O preço máximo estipulado pelo Ministério de Minas e Energia era de R$ 83. Em janeiro deste ano, o Ibama autoriza o início das obras de infraestrutura.
Atualmente, 50% do consórcio são de empresas públicas - a Eletrobrás e suas subsidiárias Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Eletronorte. Do restante, 20% são de fundos de pensão e fundo de investimento, e 30% de empresas privadas. O BNDES afirmou que pode financiar 80% do total - proposta que ainda está sendo analisada pelo consórcio e pode contar também com um “pool” de outras instituições financeiras.
A participação quase majoritária do Estado no consórcio ou o financiamento do BNDES, no entanto, não significa que a usina será paga com verbas públicas. O BNDES é um banco de desenvolvimento e fomento, cujos recursos são obtidos por meio de seus empréstimos e cobrança de juros, como fazem outras instituições financeiras.
O alerta dos especialistas
Ambientalistas e acadêmicos defendem que Belo Monte acarretará sérios problemas socioeconômicos e ambientais à região de Altamira, no Pará. Um estudo de 230 páginas feito em 2009 por 40 especialistas de universidades do Brasil e do mundo - Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte - levanta uma série de problemas. Entre eles: a alteração do regime de escoamento do rio Xingu; a redução do fluxo de água; a interferência na flora e fauna locais; o comprometimento de transporte fluvial; e o caos social com migração de mais de 100 mil pessoas para trabalhar na região; e o deslocamento de mais de 20 mil pessoas atingidas pela usina.
Será que os índios são ouvidos? Sim!
O Ministério de Minas e Energia, o consórcio Norte Energia e o Ibama negam que terras indígenas serão atingidas pela usina e que índios terão que ser movidos das aldeias. É estimado que cerca de 20 mil moradores da região sejam removidos, mas não são índios - como informa o vídeo capitaneado pelo ator Sérgio Marone. Serão transferidos 17 mil residentes em palafitas e 3 mil ribeirinhos. O cadastro, escolha e construção de novas moradias são de responsabilidade do consórcio e serão acompanhados pelo governo federal.
Apesar da discordância e protesto de comunidades indígenas, não é possível dizer que índios e ribeirinhos não foram ouvidos. Segundo o Ibama, antes mesmo da emissão de licenciamento prévio, foram feitas 12 reuniões públicas na região, 30 reuniões em aldeias indígenas e 61 reuniões com comunidades ribeirinhas, além de quatro audiências públicas.
"A Usina de Belo Monte vai alagar, inundar, destruir"
Para minimizar impactos ambientais, Belo Monte será uma usina sem reservatório e terá operação em regime conhecido como fio d’água, o que resultou na redução da área inundada para 503 km². Segundo o consórcio, 44% disso correspondem ao próprio leito do rio Xingu, em época de cheia. Por não ter reservatório, a energia garantida é baixa, de somente 40% do total de capacidade instalada. O Norte Energia prevê a produção de 4.571 MW por ano. No período de seca, que dura em média cinco meses, a geração poderá chegar a 200 MW mensais.
E aí, globais? Estavam atuando no vídeo abaixo?
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Beltrame avisa: Bope chega à Maré em breve

Beltrame avisa: Bope chega à Maré em breve

Foto: Divulgação

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA ANUNCIA QUE 40 POLICIAIS DO BOPE VÃO OCUPAR ÁREA NO COMPLEXO DA MARÉ PARA INSTALAÇÃO DE BASE AVANÇADA; REGIÃO, UMA DAS MAIS VIOLENTAS DO RIO, ABRIGA TRAFICANTES QUE FUGIRAM DE COMUNIDADES JÁ PACIFICADAS


Durante visita ao morro do Vidigal, ocupado no domingo durante a operação “Choque da Paz”, o secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame, anunciou que 40 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocuparão a área onde será instalada a base avançada da unidade junto ao Complexo da Maré. Beltrame não adiantou quando será instalada a próxima Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região, mas reiterou o compromisso de implantação de 40 unidades até a Copa de 2014.
Segundo o secretário, o local da próxima UPP já estaria definido, mas não confirmou o local. “A gente não brinca com a esperança das pessoas. Agimos dentro daquilo que a logística nos permite fazer. O planejamento prevê isso até 2014”, disse Beltrame, adiantando que Jacaré e Jacarezinho, na Zona Norte, e comunidades da Zona Oeste, da Baixada Fluminense e de Niterói também serão beneficiados pela UPPs.
De acordo com o secretário, a primeira fase de ocupação da Rocinha, do Vidigal e da Chácara de Céu já foi concluída. Porém, ele não divulgou quando a atual ocupação será substituída definitivamente pela UPP.

O Complexo da Maré abriga aproximadamente, dezesseis comunidades que se espalham por 800 mil metros quadrados próximos à Avenida Brasil e à margem da baía. É conhecida pela violência e ainda abriga vários traficantes que fugiram de comunidades pacificadas.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

O ministro do Trabalho é a bola da vez

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mentiu na semana passada ao dizer que não conhece o gaúcho Adair Meira, dono de três ONGs que têm contratos milionários com a pasta. Conforme revelo VEJA,  Adair providenciou um avião King Air, de prefixo PT-ONJ, para que Lupi cumprisse uma agenda oficial em sete municípios do Maranhão, em dezembro de 2009.
No sábado, numa tentativa de reagir ao fato revelado por VEJA, Lupi não só ratificou a mentira como decidiu ampliá-la, num comunicado divulgado a toda a população. No texto, Lupi afirma que viajou pelo estado a bordo apenas de aviões Sêneca, providenciados por dirigentes do PDT.
Chegou a divulgar fotos dessas aeronaves em aeroportos do interior rodeadas de populares. As fotos não provam que Lupi desembarcou ou embarcou sempre em Sêneca. Nem poderiam. Fotos divulgadas hoje pelo portalwww.grajaudefato.com.br mostram o ministro desembarcando no município de Grajaú justamente no King Air providenciado por Adair Meira.
E não apenas Lupi, como também o ex-secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério Ezequiel Nascimento. Ezequiel foi quem contou a VEJA que coube a Meira, dono das ONGs que fraudaram o governo, a pagar o tour maranhense de Lupi. Abaixo, as fotos que derrubam a farsa do ministro.
Abaixo, reprodução da página do site Grajaú de Fato, com imagens de caciques do PDT descendo de avião King Air em viagem oficial do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na primeira imagem, aparece o então secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério Ezequiel Nascimento. Na segunda, o ministro Lupi. Na terceira, o ex-governador do estado Jackson Lago, já falecido. Vejam. Volto depois.

lupi-no-aviao-dois-reproducao-do-blog
Voltei
Dilma tem de decidir se demite Lupi ou se mantém um ministro que mente para os deputados, mente para membros de seu próprio partido e mente para a presidente da República. Parece ser uma escolha fácil — a menos que Dilma use aquela ética de José Dirceu, que defende uma “combate imoralista da corrupção”. Segundo esse particular ponto de vista, as virtudes dos adversários são vícios e os vícios de petistas e aliados são virtudes.

sábado, 12 de novembro de 2011

Os bandoleiros do ensino superior

Com essas palavras jogo a lei aos meus pés...
Friedrich Schiller


Amotinados, encapuzados, maconheiros, bandidos, vagabundos. Os jovens que tomaram a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) foram chamados de tudo na última semana, menos de estudantes. O pior é que era exatamente de uma bela lição que o grupo de 70 alunos precisava, e não estou falando da ação policial que os botou para fora do prédio.
Que bela sala de aula não daria a ocupada reitoria da USP. Pousado com carinho na cabeça dos estudantes, um livro de Rousseau teria efeito mais devastador que qualquer cassetete ou coquetel molotov. Não me entenda mal, mas a opção cada vez mais recorrente dos universitários brasileiros pela ação física na hora de reivindicar não deixa de ser um sintoma da situação de miséria do ensino superior no país. Se um universitário não consegue argumentar a ponto de convencer, que dirá um cidadão que não frequenta a academia.
A verdade é que nossa educação superior pública fez, há algum tempo, uma duvidosa opção pelo ativismo social em detrimento da excelência científica. Hoje, as universidades brasileiras – ou pelo menos essa parte mais visível e barulhenta das ciências sociais – oferecem uma educação partidarizada, que incute na cabeça mesmo dos alunos mais abastados que eles não fazem parte da estrutura do país, que estão à margem e que, por não terem todas suas vontades contempladas, têm o direito revolucionário de flanar acima da lei.
Fragilizados por essa marginalização postiça – e completamente absurda, tendo em vista que fazem parte da elite intelectual do país –, alguns estudantes se encantam pelo canto da sereia do ativismo político mais vazio. Sem habilidade para pensar por conta própria ou qualquer estrutura intelectual – cujo desenvolvimento lhes negamos desde o ensino básico – eles se tornam massa de manobra de luxo e bem alimentada nas mãos de professores e sindicalistas ressentidos.
Acompanhei do início ao fim a invasão da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) que levou à queda do reitor Timothy Mulholland e não tenho dúvida de apontar o professor agitador como a figura mais pérfida desse tipo de movimento. Na UnB, esse papel era protagonizado por um senhor evidentemente fraco e covarde, que soprava incentivos aos ouvidos dos revoltosos para, em seguida, contemplar de longe a ação estudantil. Era Schiller puro, ao vivo e a cores – e o melhor, diria a apresentadora de tevê, era de graça!
Obviamente que cada invasão de reitoria tem suas peculiaridades, mas, perceba, a raiz é a mesma. Baseados em uma ideia curta da democracia, adotamos eleições diretas para escolher a condução das reitorias, num processo que partidariza o campus e leva à formação de grupos que não se falam e tentam sucessivamente derrubar uns aos outros. A democracia, aliás, é dos conceitos mais violentados por esses movimentos de reivindicação, que a utilizam como argumento até para ações anti-democráticas, como a paralisação das atividades de uma reitoria por 70 pessoas numa universidade de 50 mil.
Que isto não soe como lição de moral, mas esses jovens deveriam estar nos apresentando a novas soluções e não reproduzindo táticas e chavões de movimentos como os sem-teto ou sem-terra, cujos membros realmente dependem da truculência para apresentar seus pleitos e reivindicações. Ocupação? Greve? Que tal, por exemplo, se os estudantes insatisfeitos com a presença da PM na USP propusessem capacitar, eles mesmos, os seguranças da universidade, de modo a melhorar sua atuação e dispensar a polícia – ou a ideia é apenas trocar de grupo político na reitoria mesmo?
É com base em tudo isso que digo que os estudantes universitários devem ser tratados como pessoas que precisam aprender, inclusive e principalmente nas situações de conflito. Chega de preguiça e incompetência dos educadores também. É hora de botar a molecada para pensar. Não defendo que os universitários devam aprender a respeitar a lei cegamente, mas a compreendê-la e questioná-la – para não apenas violar a legislação quando for necessário apontar seus defeitos, mas contribuir para melhorá-la. Do contrário, de fato não teremos mais motivo para chamá-los de estudantes.
Leia mais em Literatura de verdade

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A DIFERENÇA ENTRE O IMBECIL E O GENIO É QUE UM SABE TUDO DE NADA E O OUTRO SABE NADA DE TUDO.

   
Para uma platéia de lideres mundiais
 
-
     O pensamento vivo de vossa presidente diante da
“grande e atenta” platéia do G 20.
    Abraços,
César Souza
 
 

O discurso sobre o nada em Cannes: dar um jeito no neurônio de Dilma é coisa para um Sírio-Libanês

Impressionado com o Discurso sobre o Nada em Cannes, o jornalista Celso Arnaldo Araújo achou que era pouco internar Dilma Rousseff por causa de um único trecho do palavrório sem pé nem cabeça.
O grande caçador de cretinices juntou logo quatro maravilhas do dilmês rústico, acrescentou seu parecer e remeteu aos enfermeiros a hóspede mais assídua do Sanatório Geral. Fez um trabalho tão bom que os médicos do famoso nosocômio acharam que é coisa para o Direto ao Ponto. ( Augusto Nunes)
“Aí fomos para a reunião do G20. Na reunião do G20… Aliás, desculpa, dos Brics. Na reunião dos Brics, os Brics discutiram a questão da crise europeia. Os Brics, eu acho que nenhum deles foi… todos eles acharam que tinha de aumentar, se houvesse uma ajuda, se fosse necessário a ajuda, se… obviamente, os que são ajudados têm de querer. Enfim, são discussões…”
“Nas reuniões, assim, mais laterais: com os japoneses, discutimos o trem de alta velocidade… Quem mais que foi? Ah, com a OIT, foi essa questão que a OIT enfatizou muito, a importância que o Brasil tem na questão da política social, da política de proteção social, da política de valorização do trabalho. Até a nossa… a recente promulgação do Pronatec. Eles acompanham bem acompanhado”.
“Com a primeira-ministra, com a chanceler Angela Merkel, nós discutimos a importância da relação do Brasil com a Alemanha; enfatizamos que vamos dar uma ênfase muito grande à questão da pequena e da média empresa no Ano Brasil-Alemanha 2013/2014 (…) Enfim, eu estou tentando ser o máximo específica, mas, em geral, há muita, havia muita preocupação com a questão da crise europeia”.
“Não é protecionismo, nós temos de nos proteger também, cada um faz o que pode. Agora, tem algumas medidas que nós nunca vamos controlar. Não vamos controlar a hora que eles resolvem despejar 800… A última vez foram 800 milhões? Bi? Trezentos? Quanto foi o último quantitative easing, o dois? Seiscentos bi? Eu não vou… não tem como controlar isso, não tem como controlar a política cambial chinesa. Nós achamos é que não… passamos o tempo inteiro dizendo isso: que tem isso, que não pode ser assim, que tem de mudar. E, hoje, isso meio que se internalizou; hoje, não somos só nós a falar isso”.
Celso Arnaldo faz o resumo da Ópera da Maluquice:

Dilma Rousseff, tentando explicar aos jornalistas o conteúdo de suas sucessivas reuniões com chefes de estado das outras 19 nações mais ricas do mundo, que discutiram em Cannes o futuro do planeta, com uma sucessão de frases e ideias que, levadas ao pé da letra, sem uma rigorosa revisão, seriam barradas na ata da reunião de condomínio de um conjunto habitacional do “Minha Casa Minha Vida”.
 
 

domingo, 6 de novembro de 2011

Cinegrafista da Band fez imagem de sua morte

Cinegrafista da Band fez imagem de sua morte

Foto: JADSON MARQUES/ AGÊNCIA ESTADO

GELSON DOMINGOS ESTAVA NA LINHA DE FRENTE, LOGO ATRÁS DE UM AGENTE DA PM; "O TIRO ERA PARA MIM", DISSE CABO GOMES; BAND EMITIU NOTA OFICIAL; SINDICATO DOS JORNALISTAS CULPA EMISSORA POR MORTE DO PROFISSIONAL; ASSISTA ÀS IMAGENS

Por Agência Estado
O cabo Gomes, do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que participou da ação, hoje pela manhã, na favela do Antares, em Santa Cruz, zona oeste do Estado, disse que ele era o alvo do tiro que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos. Muito abalado, afirmou: "O tiro que pegou o Gelson era para mim".
O tiroteio começou cedo, por volta das 6h, quando oito policiais acompanhados de jornalistas, foram recebidos a tiros. Em determinado momento o grupo se separou. A maioria ficou protegida por um muro. O cabo Gomes atravessou a rua e foi seguido por Gelson, protegidos por uma árvore. Os traficantes dispararam dois tiros de fuzil. O primeiro acertou a árvore e o segundo, o cinegrafista.
Segundo testemunhas, o atendimento a Gelson demorou cerca de 20 minutos, já que o tiroteio continuou com intensidade mesmo depois de o cinegrafista ter sido socorrido. Além de Gelson, morreram outras quatro pessoas que a polícia informa serem traficantes. A Polícia Civil quer analisar as filmagens de Gelson para ver se o grupo de quatro pessoas que ele filmara e que posteriormente fez os disparos é o mesmo que foi morto em seguida.
O Grupo Bandeirantes publicou uma nota em seu site sobre a morte de Gelson Domingos sob o título "Band lamenta morte de cinegrafista no RJ - Repórter cinematográfico foi atingido por um tiro de fuzil na favela Antares, zona oeste da cidade".
Leia aqui posição do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.
A íntegra da nota é a seguinte:
"O Grupo Bandeirantes lamenta a morte do seu funcionário Gelson Domingos, de 46 anos, na manhã deste domingo. O repórter cinematográfico foi atingido no peito em pleno exercício da sua profissão na cobertura de uma operação da polícia na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Ele chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento da região, mas não resistiu.
"O funcionário estava de colete à prova de balas - modelo permitido pelas Forças Armadas, sempre usados por profissionais da Band em situações como esta. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, provavelmente disparado por um traficante.
"Gelson Domingos deixa 3 filhos, 2 netos e esposa. Repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, ele já trabalhou em outras emissoras como SBT e Record e sempre foi reconhecido pela experiência e cautela no trabalho que exercia. "O Grupo Bandeirantes se solidariza com a família e está prestando toda a assistência."
Veja as últimas imagens que saíram da câmera de Gelson Domingos:

POUCA GENTE SABE DISTO, VAMOS ESCLARECER A COISA.


ACREDITE SE QUISER:


O 
PAULO BERNARDO - MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES É MARIDO DA SENADORA GLEISI HOFFMANN - CHEFE DA CASA CIVIL.

O 
GILBERTO CARVALHO - SECRETÁRIO GERAL DA PRESIDÊNCIA É IRMÃO DA MIRIAN BELCHIOR, MINISTRA DO PLANEJAMENTO.

ESSA 
MIRIAN BELCHIOR JÁ FOI CASADA COM O CELSO DANIEL, 
EX-PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, QUE MORREU ASSASSINADO.

VOCÊ SABIA E NÃO CONTOU PRA NINGUÉM?

A doutora 
Elizabete Sato, delegada que foi escalada para investigar o processo sobre o assassinato do Prefeito de Santo André, Celso Daniel, é tia de Marcelo Sato, marido daLurian, que, apenas por coincidência, é filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Exatamente: 
Marcelo Sato, o genro do ex presidente da República, é sobrinho da Delegada Elisabete Sato, Titular do 78º DP, que demorou séculos para concluir que o caso Celso Daniel foi um "crime comum", sem motivação política.

Também apenas por coincidência,
Marcelo Sato é dono de uma empresa de assessoria que presta serviços ao BESC - Banco de Santa Catarina (federalizado), no qual é dirigenteJorge Lorenzetti (churrasqueiro oficial do presidente Lula e um dos petistas envolvidos no escândalo da compra de dossiês).

E ainda, por outra incrível coincidência, o marido da senadora
Ideli Salvatti (PT) é o Presidente do BESC.

CONCLUSÃO:

"OS POVO TÁ DORMINNO. NÓIS TÁ ACORDADO. NÓIS CUMPANHERO SOMO VERDADERAMENTE UNIDO PRA FAZÊ O QUE NUNCA ANTES FOI FEITO NESSE PAÍS"

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos".