terça-feira, 30 de abril de 2013

Comunismo e cara-de-pau

Passou praticamente despercebido do noticiário da semana passada a decisão da direção da Câmara Federal de revogar uma resolução dela própria, de 1948, em que cassou o mandato de 14 deputados do Partido Comunista. A cassação fora baseada em sentença do Tribunal Superior Eleitoral, confirmada pela Supremo, porque baseada na Constituição. Conhecida como constituição liberal, ela vedava, no entanto o Partido Comunista, porque ele não aceitava a pluralidade de partidos, nem a liberdade, nem a democracia nos países em que estava no poder.

Recuperaram os mandatos, entre outros, o escritor Jorge Amado, o mentor da guerrilha do Araguaia, João Amazonas e o autor do Manual da Guerrilha Urbana, Carlos Marighella – todos agora mortos. O Senado, por sua vez, devolveu o mandato a Luís Carlos Prestes que, patrocinado por Moscou, tentou tomar o governo em 1935, num levante que matou 32 militares, a maioria enquanto dormia no quartel da Praia Vermelha.

A líder do Partido Comunista do Brasil, a gaúcha Manuela d`Ávila, num discurso patético, disse que demorou o reconhecimento da injustiça feita contra quem lutou pela democracia e pelos direitos humanos. Ela deve julgar que todos sofrem de alienação mental. Quem mais oprimiu a democracia e os direitos humanos no planeta, no século XX foi o Partido Comunista. Onde tomou o poder, a partir de 1917, suprimiu todos os direitos e impôs ditaduras cruéis, torturadoras, sangüinárias, de que hoje ainda temos resquícios, em Cuba e na Coréia do Norte. Foi o Partido Comunista que baixou uma cortina de ferro sobre parte da Alemanha, sobre a Polônia, a Hungria e tantas outras infelizes nações da Europa e Ásia.

Foi a maior praga do século XX, afetando a vida de milhões de habitantes de países que ficaram sob seu jugo, e de outros milhões em que os comunistas tentaram tomar o poder pela força das armas, como no Brasil, por duas vezes. O terror comunista matou mais que o nazismo de Hitler – com quem aliás, Stálin fez acordo para massacrar a Polônia. Calcula-se que os assassinatos genocidas praticados por ditadores comunistas na Europa e Ásia chegam a 100 milhões. O holocausto de Hitler matou 6 milhões de judeus.

Escapamos da ditadura comunista graças à incompetência monumental de Prestes e seus companheiros, na tentativa de golpe em 1935. Moscou, que pagava tudo e mantinha observadores em torno de Prestes, como Olga Benário, ficava atônita com os erros dos comunistas brasileiros, como pesquisou em arquivos soviéticos William Waack para o livro “Camaradas”. Mesmo assim, quando Prestes foi a Moscou no início de 1964, obteve de novo a promessa de auxílio político e militar. Em troca, garantia que “uma vez a cavaleiro do aparelho de estado, converter rapidamente, a exemplo da Cuba de Fidel, a revolução nacional-democrática em socialista.” Isso é História, que relembro agora porque muita gente, com a maior cara-de-pau vem nos falar de democracia e de direitos humanos dos comunistas.

 



domingo, 28 de abril de 2013

Gurgel prevê que a corrupção e a impunidade farão uma grande festa com a diminuição dos poderes do Supremo


(Deu na Folha) Reportagem de Matheus Leitão
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que “a corrupção e a impunidade farão uma grande festa” no caso de aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 37, que pretende tirar o poder de investigação do Ministério Público.
Gurgel afirmou que irá conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Segundo ele, a conversa servirá para reiterar “a grande preocupação de todos os componentes do Ministério Público [com a proposta], que mutila a instituição”.
O procurador-geral criticou a PEC, que submete as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) ao crivo dos congressistas. A proposta foi aprovada semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
“A proposta gera grande perplexidade do ponto de vista constitucional. É uma iniciativa que praticamente inviabiliza o controle de constitucionalidade pelo STF e parece atingir o fundamento da questão da separação dos poderes”, disse Gurgel.
Na opinião do procurador, “há uma linha de coerência” entre as duas propostas. “Ambas atacam instituições do sistema de Justiça”. Mas, segundo ele, não há crise entre Poderes no Brasil. “A nossa democracia está em um estágio de maturidade que eventuais rusgas serão superadas em nome da harmonia”, afirmou.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mais uma malandragem do LULA

BNDES e BB são os maiores credores da usina de etanol de amigo de Lula De propriedade do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, a Usina São Fernando tem uma dívida de R$ 1 bilhão com 15 instituições financeiras 24 de abril de 2013 | 21h 45 David Friedlander, de O Estado de S. Paulo SÃO PAULO - Mais da metade da dívida bilionária da usina de açúcar e álcool do empresário José Carlos Bumlai, amigo e conselheiro do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, está nas mãos de bancos do governo federal. A Usina São Fernando entrou em recuperação judicial dias atrás e pendurou uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Desse montante, cerca de R$ 540 milhões são financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do Brasil (BB) ainda no governo Lula. A São Fernando deve impostos, pagamentos a fornecedores e salários de empregados, mas seu principal problema é com 15 bancos, credores de mais de R$ 1 bilhão. Entre eles estão Bradesco, Santander, BTG, Itaú e BNP. Mas as dívidas com essas instituições são bem inferiores aos cerca de R$ 300 milhões que o BNDES tem a receber ou aos R$ 240 milhões emprestados pelo BB. Foram essas duas instituições que financiaram a construção da Usina São Fernando, localizada em Dourados, no Mato Grosso do Sul. A operação com o BNDES foi aprovada em dezembro de 2008, logo depois do início da crise financeira global, numa fase em que os bancos privados se recolheram e pararam de emprestar. Mas o projeto da família Bumlai já estava em andamento, embalado pelo estímulo do governo Lula ao aumento da produção brasileira de etanol. "O BNDES financia a indústria e o Banco do Brasil financia o agronegócio. São bancos voltados para esse tipo de investimento", disse ao Estado o empresário Guilherme Bumlai, filho de José Carlos. "É preciso separar as coisas: o amigo do ex-presidente é meu pai, quem toca a usina sou eu e meu irmão Maurício". Procurados, o BNDES e o BB não quiseram se manifestar. Amizade. Pecuarista tradicional do Centro-Oeste, José Carlos Bumlai conheceu Lula por intermédio do ex-governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda, o Zeca do PT. Na campanha de 2002, o então candidato Lula gravou peças para o horário político numa das fazendas de Bumlai. Tornaram-se amigos a tal ponto que o pecuarista era recebido mesmo sem marcar hora pelo ex-presidente no Palácio do Planalto. Bumlai virou uma espécie de conselheiro de Lula para o agronegócio e passou a fazer parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social de Lula. A ideia da Usina São Fernando surgiu entre 2006 e 2007, numa parceria entre Bumlai e uma família do agronegócio que progrediu muito no governo Lula, a Bertin. Donos de um grupo de frigoríficos que foi fortemente apoiado pelo BNDES, os Bertin acabaram quebrando e seus frigoríficos foram comprados pelo concorrente JBS, com mais dinheiro do BNDES. Bumlai ficou sozinho no negócio, mas as margens apertadas e o endividamento acabaram pressionando a empresa. A usina, com capacidade para moer 4,8 milhões de toneladas de cana por ano, faturou cerca de R$ 500 milhões no ano passado

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ainda bem que foi o “ARGENTINO”!!!!!!!!!!




Pensando bem se com um PAPA ARGENTINO incrivelmente  52  BRASILEIROS fizeram parte da COMITIVA PRESIDENCIAL, para as saudações somente da PRESIDENTA,  imagina o que seria com um PAPA BRASILEIRO. (vide a seguir)
VIGI....
 
 Já viram como iria ser?
  1. As escolas de samba campeãs em SP e Rio no último carnaval, prontas para um mega desfile na Via da Reconciliação, com apoteose na Praça São Pedro;
  2. “Otoridades” brasileiras que seriam convidadas para fazer parte da comitiva presidencial: Pelé, Ronaldinho, Neymar, os participantes do BBB13, Anderson Silva, Michel Teló...
  3. O Lula seria o 1º a ir para a Basílica de São Pedro e se fazer de engraçadinho, tirando foto com a mitra na cabeça, levando de presente uma camiseta do “Coríntia”  e chamando o Papa de “Cumpanhêro Papa”;
  4. Dilma e “dona” Marisa Letícia, usando vestidos com o indefectível vermelho-PT, se fazendo confundir com os cardeais;
  5. Zé Sarney disputando com Zé Dirceu o posto de Carmelengo;
  6. Marta Suplício, a tia do botox, já declarando que exigiria da  Igreja  a aprovação do casamento gay (inclusive entre os membros do clero);
  7. O Vesgo e o Christian Pior  fazendo piadinhas, perguntas idiotas de duplo sentido e comentários constrangedores para os cardeais, bispos e freiras que encontrassem pela frente;
  8. Roberto Carlos (de camiseta branca, paletó azul do Renato Aragão e cabelo de índio véio) iria cantar “Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estoooou aqui!...” abraçado com Henri Cristo. Com o delírio da plateia, daria uma palinha e mandava ver o “Você, meu amigo de fé, meu irmão camaraaaada...”;
  9. No Brasil, os defensores da legalização  do uso da maconha já estariam afirmando que “conheciam bem” aquela fumacinha branca que saia da chaminé!....
  10. Maluf providenciaria a transferência daquele dinheiro “que não é dele” para o Banco do Vaticano;
  11. Collor faria promessas de  acabar com os marajás da Igreja;
  12. Escola de samba Unidos de Padre Miguel já anunciaria que, no carnaval de 2014, “o Papa estará na comissão de frente”;
  13. Petistas entrariam com dois pedidos: canonização para a turma do mensalão e excomunhão do F.H.C;
  14. Mas visionário mesmo, só o Maurício de Sousa, que há muito tempo já escolhera o nome para o Papa brasileiro: CHICO BENTO!!!!!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Agora, não há mais dúvida: o Planalto quer destruir Rosemary e levar Lula de roldão, para inviabilizar a candidatura dele em 2014.

Carlos Newton
Ninguém esperava por isso. Acreditava-se que o caso Rosemary estivesse caindo no esquecimento. Mas de repente tudo mudou. E o próprio Plaácio do Planalto passou a atacar Rosemary e trazê-la ao noticiário, depois de cinco meses de sigilo total.
Primeiro, foi anunciado que a Comissão de Ética da Presidência  iria apurar as implicações da Operação Porto Seguro. Depois, o próprio Planalto vazou a informação de que Rosemary Noronha já foi alvo de uma investigação sigilosíssima, solicitada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que, ao ler o relatório, determinou a instauração de um processo administrativo contra a ex-funcionária e recomendou que o Itamaraty apurasse o episódio.
Ato contínuo, o Planalto também vazou a informação de que, com apoio da Controladoria-Geral da União, “técnicos do governo apuraram que a ex-chefe do Gabinete da Presidência da República não foi a Roma a trabalho”, referindo-se a uma visita à cidade eterna, quando se hospedou na Embaixada com o marido.
Vazou mais ainda o Planalto, divulgando que os tais “técnicos” recomendaram que Rosemary fosse investigada por suspeita de enriquecimento ilícito.
Traduzindo: o Planalto (leia-se: Dilma Rousseff e seus seguidores) quer arrebentar com Rosemary Noronha, não há a menor dúvida, e o alvo na verdade nem é ela. As baterias atiraram nela, mas querem acertar o ex-presidente Lula e detonar definitivamente qualquer possibilidade de candidatura dele, deixando Dilma Rousseff sozinha na escuderia do PT.
Alguém ainda tem dúvida? Essa é a jogada, que era de bastidores e agora é executada abertamente, mostrando que não há mais a dupla Lula/Rousseff. O que existe hoje é Dilma contra Lula, e isso significa Lula contra Dilma, e ninguém sabe nessa briga quem é Darth Vader ou Lucky Skywalker.
O assunto abala as estruturas do poder e amanhã a gente volta a focalizá-lo, analisando a estratégia dos dois grandes advogados contratados por Rosemary – Fábio Medina Osório e Aloisio Zimmer Junior. O Planalto não esperava o contra-ataque de Rose, que agora realmente está bem assessorada, para o que der e vier.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Globo determina a Dilma que se cale

Mas, neste fim de semana, o fato mais importante é o editorial da revista Época, de João Roberto Marinho, dado o peso das Organizações Globo na mídia brasileira. O texto "Menos palavrório, Dilma", que abre a edição da semanal, é praticamente um "Cala a boca, Dilma", na linha dos personagens Caco Antibes e Magda.

Segundo o texto, "ao transformar a taxa de juros numa bandeira política, a presidente mina a credibilidade do BC". Já é sabido que, por razões políticas e econômicas, a Globo trabalha para que o Brasil chegue em 2014 com inflação alta, crescimento baixo e os juros mais altos possíveis. Mas o editorial desta semana explicita a guerra. Eis um trecho:
"A presidente Dilma se comporta como se soubesse tudo. Na questão dos juros, ela deveria conter seus arroubos voluntaristas. Toda vez que ela fala sobre o assunto, mina a credibilidade do BC em seu papel de condutor das expectativas de inflação. O ideal seria que o BC, à semelhança de seus similares nas nações desenvolvidas, tivesse, assegurada em lei, independência para exercer seu papel de guardião da moeda. Como o Brasil não amadureceu a esse ponto, o melhor seria que Dilma se mirasse no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, na prática, deu autonomia ao então presidente do BC, Henrique Meirelles, para tomar as medidas necessárias para controlar a inflação. Os resultados de Lula foram, em todos os indicadores, muito superiores aos obtidos por Dilma até aqui".

domingo, 14 de abril de 2013

Fenômeno solar pode causar tempestade magnética na Terra neste sábado

  • Cientistas do Inpe identificaram nuvem de plasma que se desprendeu do sol e viaja a mil quilômetros por segundo
  • Nos casos mais extremos, o fenômeno pode prejudicar temporariamente a transmissão de energia de redes elétricas

Imagem de 1999, captada a partir de um telescópio japonês sensível a raios X, mostra como é a superfície do sol durante uma Ejeção de Massa Coronal.
Foto: AFP 9/03/1999
Imagem de 1999, captada a partir de um telescópio japonês sensível a raios X, mostra como é a superfície do sol durante uma Ejeção de Massa Coronal. AFP 9/03/1999
Uma nuvem magnética vinda do sol deve chegar à atmosfera terrestre neste sábado, conforme anunciaram cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se de um fenômeno conhecido na sigla inglesa CME - ejeção de massa coronal, em português - que viaja desde a camada mais externa do sol a uma velocidade de mil quilômetros por segundo. Nos casos mais extremos, o fenômeno pode prejudicar temporariamente a transmissão de energia de redes elétricas.
Os cientistas do Inpe verificaram que uma explosão solar ocorrida em 11 de abril resultou em intensa ejeção de plasma que está se dirigindo para a Terra.
- CME é uma gigantesca nuvem de plasma magnetizado que é expulsa pela camada mais externa da atmosfera solar (coroa) em direção ao espaço com velocidades de centenas a poucos milhares de quilômetros por segundo, explica José Roberto Cecatto, do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial do Inpe, em comunicado divulgado pelo instituto.
O pesquisador informa que este CME, pela posição de onde se originou no Sol, está dirigido para a Terra e apresenta formato em halo. Deve chegar à Terra por volta da primeira metade deste sábado.
Ao atingir a Terra a nuvem de plasma provoca perturbações na magnetosfera terrestre (campo magnético terrestre) de intensidade variável. Nos casos de perturbações brandas são produzidas auroras nas altas latitudes e regiões polares. Já no caso de perturbações severas são produzidas as chamadas tempestades geomagnéticas.
- A intensidade das perturbações sofridas pela magnetosfera terrestre depende da direção e intensidade do campo magnético associado à nuvem do CME - explica Cecatto. - Ainda não é possível medir com exatidão a direção do campo magnético da nuvem do CME antes de sua chegada no ambiente terrestre, pois ainda não existe uma sonda ou satélite dedicados especificamente a essa medição.